terça-feira, 11 de outubro de 2016

A opção preferencial pelos pobres: Texto do papa para a última noite de festa de S. Francisco


















No coração de Deus, ocupam lugar preferencial os pobres, tanto que até Ele mesmo «Se fez pobre» (2 Cor 8, 9). Todo o caminho da nossa redenção está assinalado pelos pobres. Esta salvação veio a nós, através do «sim» duma jovem humilde, duma pequena povoação perdida na periferia dum grande império. O Salvador nasceu num presépio, entre animais, como sucedia com os filhos dos mais pobres; foi apresentado no Templo, juntamente com dois pombinhos, a oferta de quem não podia permitir-se pagar um cordeiro; cresceu num lar de simples trabalhadores, e trabalhou com suas mãos para ganhar o pão. Quando começou a anunciar o Reino, seguiam-No multidões de deserdados, pondo assim em evidência o que Ele mesmo dissera: «O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres» (Lc 4, 18). A quantos sentiam o peso do sofrimento, acabrunhados pela pobreza, assegurou que Deus os tinha no âmago do seu coração: «Felizes vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus» (Lc 6, 20); e com eles Se identificou: «Tive fome e destes-Me de comer», ensinando que a misericórdia para com eles é a chave do Céu (cf. Mt 25, 34-40).
Inspirada por tal preferência, a Igreja fez uma opção pelos pobres (...) Por isso, desejo uma Igreja pobre para os pobres. (...) A nova evangelização é um convite a reconhecer a força salvífica das suas vidas, e a colocá-los no centro do caminho da Igreja.
Papa Francisco (EG 197-198)
FESTA DE S. FRANCISCO, ARACOIABA
12.10.2016


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Alimento, prosperidade e civilização





Texto do papa Francisco para meditação do dia 11/10 na festa de São Francisco.

Animados pelos seus Pastores, os cristãos são chamados, em todo o lugar e circunstância, a ouvir o clamor dos pobres, como bem se expressaram os Bispos do Brasil: «Desejamos assumir, a cada dia, as alegrias e esperanças, as angústias e tristezas do povo brasileiro, especialmente das populações das periferias urbanas e das zonas rurais – sem terra, sem teto, sem pão, sem saúde – lesadas em seus direitos. Vendo a sua miséria, ouvindo os seus clamores e conhecendo o seu sofrimento, escandaliza-nos o fato de saber que existe alimento suficiente para todos e que a fome se deve à má repartição dos bens e da renda. O problema se agrava com a prática generalizada do desperdício».

Mas queremos ainda mais, o nosso sonho voa mais alto. Não se fala apenas de garantir a comida ou um decoroso «sustento» para todos, mas «prosperidade e civilização em seus múltiplos aspectos». Isto engloba educação, acesso aos cuidados de saúde e especialmente trabalho, porque, no trabalho livre, criativo, participativo e solidário, o ser humano exprime e engrandece a dignidade da sua vida. O salário justo permite o acesso adequado aos outros bens que estão destinados ao uso comum.



Papa Francisco (EG 191-192)

FESTA DE S. FRANCISCO

ARACOIABA

11.10.2016


A solidariedade: Texto do papa Francisco para a meditação de hoje, na festa de S. Francisco em Aracoiaba.


A Igreja reconheceu que a exigência de ouvir este clamor (dos pobres) deriva da própria obra libertadora da graça em cada um de nós, pelo que não se trata de uma missão reservada apenas a alguns: A Igreja, guiada pelo Evangelho da Misericórdia e pelo amor ao homem, escuta o clamor pela justiça e deseja responder com todas as suas forças. Nesta linha, se pode entender o pedido de Jesus aos seus discípulos: «Dai-lhes vós mesmos de comer» (Mc 6, 37), que envolve tanto a cooperação para resolver as causas estruturais da pobreza e promover o desenvolvimento integral dos pobres, como os gestos mais simples e diários de solidariedade para com as misérias muito concretas que encontramos. Embora um pouco desgastada e, por vezes, até mal interpretada, a palavra «solidariedade» significa muito mais do que alguns atos esporádicos de generosidade; supõe a criação duma nova mentalidade que pense em termos de comunidade, de prioridade da vida de todos sobre a apropriação dos bens por parte de alguns.
A solidariedade é uma reação espontânea de quem reconhece a função social da propriedade e o destino universal dos bens como realidades anteriores à propriedade privada. A posse privada dos bens justifica-se para cuidar deles e aumentá-los de modo a servirem melhor o bem comum, pelo que a solidariedade deve ser vivida como a decisão de devolver ao pobre o que lhe corresponde. Estas convicções e práticas de solidariedade, quando se fazem carne, abrem caminho a outras transformações estruturais e tornam-nas possíveis.


Papa Francisco (EG 188-189)
Festa de São Francisco, 10.10.2016





domingo, 9 de outubro de 2016

Texto do papa Francisco para a meditação de hoje, 09 de outubro, na festa de São Francisco em Aracoiaba.

A Doutrina Social da Igreja
Os Pastores, (...) têm o direito de exprimir opiniões sobre tudo aquilo que diz respeito à vida das pessoas, dado que a tarefa da evangelização implica e exige uma promoção integral de cada ser humano. Já não se pode afirmar que a religião deve limitar-se ao âmbito privado e serve apenas para preparar as almas para o céu. Sabemos que Deus deseja a felicidade dos seus filhos também nesta terra, embora estejam chamados à plenitude eterna (...). Por isso, a conversão cristã exige rever especialmente tudo o que diz respeito à ordem social e consecução do bem comum.
Por conseguinte, ninguém pode exigir-nos que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos.  (...) Uma fé autêntica – que nunca é cômoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela. (...) Embora «a justa ordem da sociedade e do Estado seja dever central da política», a Igreja «não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça». Todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a preocupar-se com a construção dum mundo melhor.

Papa Francisco (EG 182-183))
FESTA DE S. FRANCISCO
ARACOIABA
09.10.2016
  

Dom Sérgio da Rocha - o novo cardeal brasileiro


O papa Francisco anunciou hoje, 09 de outubro, que nomeará 13 novos cardeais para a Igreja.  Entre eles o brasileiro, arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha. O novo cardeal tem 56 anos e foi sagrado bispo em 2001 para ser auxiliar em Fortaleza, onde trabalhou até o ano de 2007, quando foi nomeado para Teresina como coadjuntor. Em 2008 tornou-se Arcebispo da capital piauiense. Em 2001 o papa Bento XVI o nomeou para a Arquidiocese de Brasília onde é o atual Arcebispo. Desde 2015 é presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Romeiros de Aracoiaba celebrando com a Mãe das Dores



A Festa e Romaria da Mãe das Dores começou de forma diferente este ano. Ao raiar do dia 06 de setembro, os fieis acorreram ao Santuário para a missa e o hasteamento da bandeira às 5:30 da manhã. A celebração começou antes de surgirem os primeiros raios do sol.